A indústria de covers no YouTube

Esses dias me veio a sensação de que a maior parte do tempo que gasto no YouTube ouvindo música é tomada por covers e não por músicas originais. Então comecei a me perguntar a razão disso, foi ai que decidi escrever um pouco sobre essas versões alternativas que fazem tanto sucesso na internet.

Quando comecei a me interessar por música, covers eram apenas algumas músicas que bandas tocavam em seus shows como uma forma de homenagear seus ídolos musicais ou de chamar atenção do público que posteriormente conheceria o trabalho da banda em questão.

Com a popularização da internet e principalmente do YouTube, os covers ganharam nova vida, pessoas de diversas parte do mundo começaram a gravar suas versões de músicas consagradas. O mais legal é que agora não são apenas músicos que podem gravar, qualquer um com um instrumento musical (ou somente a voz) e uma câmera pode produzir. Isso ocorre graças ao que Pierre Lévy chama de liberação do pólo de emissão, ou seja, hoje o receptor saiu de sua condição inicial de mero consumidor para se transformar também em produtor e emissor de informações. Quem antes apenas consumia músicas em um CD, agora pode facilmente gravar covers e postá-los em plataformas como SoundCloud e o próprio YouTube. Quando comecei a consumir vídeos pela internet, os musicais eram maioria esmagadora, até porque nessa época eu estava aprendendo a tocar violão, lembro de me remoer de inveja vendo uma criança coreana tocar tão maravilhosamente bem músicas consagradas por outros artistas. Trata-se de Sungha Jung, que hoje possui mais de 4milhões de inscritos em seu canal com vídeos que chegam a incrível marca de 50 milhões de visualizações no YouTube.

Uma banda que também deve muito seu sucesso aos covers é a Boyce Avenue, formada por 3 irmãos que gravam versões acústicas de músicas que estão estourando mundo a fora. Com mais de 8,6 milhões de inscritos no YouTube e vídeos que chegam até 111 milhões de views, a banda norte americana apresenta um trabalho consistente, fazendo turnês internacionais e tocando em eventos importantes como o MTV EMA. Analisando mais afundo, podemos lembrar de outro princípio da Cibercultura, o de conexão em rede. Esses artistas criam uma rede de ajuda e compartilhamento, a Boyce Avenue faz muitas parcerias com músicos que, assim como eles, buscam no YouTube uma plataforma para divulgar seu trabalho. Uma dessas parcerias foi com o grupo Fifth Harmony, que é o caso que melhor ilustra o sucesso alcançado por músicos que utilizam de covers como um start na carreira para depois apresentar suas músicas autorais. Muito provavelmente você já ouviu o maior sucesso desse grupo, a música Worth It, que foi hit mundial e bateu a marca de 1 bilhão de views no YouTube, sim, UM BILHÃO!

Além de covers tradicionais como é o caso da Boyce Avenue e do Fifth Harmony, a liberação do pólo de emissão colabora com o aparecimento de novas formas de se trabalhar música. Essa democratização na produção faz com que surja uma diversidade musical, covers de apenas um instrumento, como é o exemplo do Sungha Jung e de Cobus, ganham espaço e o gosto de um público que antes não tinham acesso a esse tipo de conteúdo. Esses covers instrumentais são muito procurados por instrumentistas que buscam referências na hora de aprender novas músicas. Outro formato que surgiu graças a essa democratização é o de “Lopp music”, talvez você não tenha familiaridade com esse novo tipo de conteúdo, mas nada mais é que a utilização de um pedal de efeito na gravação de músicas, ele grava um trecho de um instrumento ou voz e repete esse trecho de acordo com o gosto do músico. Se o loop do pedal de um loop na sua cabeça, relaxa, só ver o vídeo da banda  Walk off The Earth para entender melhor.

Já que hoje a produção e divulgação desse tipo de conteúdo é tão mais fácil, você deve estar perguntando qual é a fórmula desse sucesso todo, afinal, quem não queria né!? Olha, se existe uma fórmula mágica, eu não sei, e se você souber, por favor mande inbox! Mas podemos tentar entender o motivo dessa movimentação em torno dos covers. A sociedade se transformou e atualmente não se quer apenas consumir por consumir, as pessoas querem consumir novos conteúdos, novos discursos e novos formatos. Se antes bastava ouvir a música em sua versão original, hoje o público quer ouvir a original, o acústico, a versão ao vivo, o cover de tal cantora, o cover de tal banda, ver o clipe, o making off e por aí vai. Não se quer consumir apenas o conteúdo, mas sim o conteúdo em suas diferentes roupagens e formatos.

Depois de ler tanto sobre covers, você deve ter ficado com vontade de ouvir, certo!? Separamos alguns vídeos legais, é só clicar nos links abaixo.

Just A Dream – Sam Tsui & Christina Grimmie

Links para leitura

Bandas cover do YouTube são os novos alvos na Guerra dos Copyrights

Covers no YouTube e direitos autorais

Monetização de covers no YouTube

Autoria: Igor Gonçalves

Bibliografia consultada:

Artigo: Cibercultura como território recombinante – André Lemos

Livro: Cibercultura – Pierre Lévy

 

 

 

 

 

Keeley Electronics apresenta o Dynatrem

Um pedal de tremolo vintage mas que ofereça uma grande gama de sonoridades a serem explorados, essa é a proposta da Keeley com o Dynatrem. 

Quatro knobs e um chaveamento possibilitam explorar todo o som que esse pedal oferece, resta ao guitarrista timbrar ao seu gosto.

Electro Harmonix apresenta o Nano Pog

O conhecido efeito de oitava do Pog em tamanho compacto, essa é a proposta da Electro Harmonix com esse lançamento.

Infelizmente o preço não reduziu proporcionalmente com o tamanho do pedal, mesmo assim o Nano Pog é uma boa pedida para quem precisa de espaço no board.

Keeley Electronics – Katana Clean Boost Mini

O Katana Clean Boost é de reconhecida qualidade, aproveitando que esse pedal já tem o seu espaço garantido no mercado a Keeley resolveu aderir à hype dos mini pedais para conquistar mais uma fatia de mercado, o resultado disso é um pedal com toda funcionalidade do original em tamanho compacto.

A versão mini do Katana ainda conta com dois trimpots internos que garantem uma maior flexibilidade em relação a versão original.

No vídeo abaixo você pode conferir o som do Katana mini e também de outros pedais lançados pela Keeley na NAMM15.

Ibanez Tube Screamer Mini

Que tal ter no board um dos melhores e mais clássicos pedais de todos os tempos? Isso é o que a Ibanez quer te proporciona com esse lançamento.

É simples definir esse pedal, um TS-8O8 em tamanho reduzido, isso mesmo, o pedal mantém as características do lendário 808, inclusive a qualidade sonora.

Aproveite, aprecie e tire suas próprias conclusões:

BOSS anuncia o PW-3 Wah

Diferentemente dos outros pedais de wah da marca, o lançamento da BOSS tem circuito totalmente analógico, o que garante a entrega do som vintage clássico dos wah’s.

BOSS-Wah

Além do circuito analógico o pedal tem como prós: tamanho compacto, led lateral para melhor visualização e a presença de um switch que permite explorar dois modos, “vintage” e “rich”.

Nota: O design deixa um pouco a desejar mas isso pode ser facilmente compensado com a já conhecida resistência dos pedais BOSS.

#NAMM 15 – MXR Fuzz Sub Machine Fuzz

Fuzz vintage com uma sub oitava feroz, assim pode ser descrito o Fuzz Sub Machine, lançamento da MXR.

A gama de possibilidades de sonoridades é ainda maior pois o pedal conta com um controle exclusivo para dosar o fuzz com a função de oitava, no knob “sub” você pode explorar essas diversas variações.

Confira o vídeo demonstrativo desse belo fuzz: